Duas empresas de Tucson, no Arizona, estão tentando construir um sistema de remoção de gás carbônico (CO2) da atmosfera, em um esforço para reduzir o chamado efeito estufa.
Cientistas têm discutido o chamado "limpador de ar" como conceito, mas esta é a primeira vez que alguém tenta construir um. Detalhes da pesquisa foram publicados na revista Chemistry & Industry.
Aspirador de CO2
Allen Wright - da Global Research Technologies - e seu irmão Burton Wright - da Kelly, Wright Associates – decidiram combinar a especialização das duas empresas para construir uma estrutura capaz de aspirar e guardar o dióxido de carbono, considerado a principal causa do aquecimento da Terra por cientistas.
O sistema tem como objetivo processar grandes quantidades de ar e devolvê-las à atmosfera com baixa concentração de gás carbônico.
A diferença dos atuais filtros de gás carbônico é que o que eles pretendem construir não precisa estar perto da fonte de emissões.
Alguns pesquisadores acreditam que os "limpadores de ar" podem ser um elemento-chave em futuros acordos para reduzir a concentração atmosférica de gases que provocam o efeito estufa, para reduzir o aquecimento global.
O projeto ainda está em sua fase inicial e engenheiros ainda trabalham no desenho do futuro limpador.
A única coisa decidida é que ele terá uma área de 10 metros quadrados para a entrada de ar.
Conceito
"O principal objetivo do projeto é demonstrar que é técnica e economicamente viável fazer isso", afirma Allen Wright.
Ele acrescenta que o CO2 aspirado da atmosfera poderia ser fornecido à indústria petroleira para uso no processamento do petróleo residual.
O "limpador de ar" também poderia encontrar aplicações comerciais nas empresas envolvidas no comércio de emissões – um sistema criado para a compra e venda do direito de poluir.
Uma das idéias que o filtro aspire ar e o coloque em contato com uma solução de hidróxido (provavelmente hidróxido de sódio), para remover o gás carbônico.
O hidróxido reage com o dióxido de carbono e produz carbonetos. O problema é que é necessário usar uma grande quantidade de energia para, porteriormente, separar o CO2. (BBC)