Por Alexandre Cherrman
Hermann Einstein casou-se com a jovem Pauline Koch em 8 de Agosto de 1876. Em 14 de Março de 1879, uma sexta-feira, Pauline deu a luz ao seu primeiro filho, batizado de Albert. O pequeno Albert nasceu em casa, Bahnhofstrasse B 135, na cidade de Ulm, Alemanha.
Einstein era um bebê muito feio (segundo seus próprios pais) e a família não apostava muito nele (“muito gordo”, reclamava sua avó). Porém, contrariando as apreensões familiares, Einstein tornou-se uma criança relativamente normal ( ele só começou a falar aos três anos de idade). Estudou em escolas públicas, aprendeu a tocar violino e se formou, aos 21 anos, pelo instituto politécnico de Zurique, na Suíça. Estava habilitado a ensinar física e matemática, mas não conseguia emprego.
Em 1902, com a indicação do pai de um amigo seu, Einstein conseguiu seu famoso emprego no escritório suíço de patentes. Graças a essa posição marginal na comunidade científica, Einstein teve a isenção e a clareza para ousar. Tudo isso aliado ao seu intelecto genial trouxe à tona, em 1905, a Teoria da Relatividade Especial. Baseada na constância da velocidade da luz (e na conseqüência imediata desse fato: nada é mais rápido que a luz), a Relatividade Especial explicava uma série de fenômenos que começavam a ser percebidos no início do século XX e intrigavam a física do século XIX.
Não satisfeito, Einstein propôs-se a generalizar sua teoria e dedicou dez anos a essa tarefa. Em 1915, nascia a Teoria da Relatividade Geral. Com ela, Einstein incorporava a força da gravidade ao problema, obtendo uma poderosa ferramenta teórica para o estudo do Universo. Se a Relatividade Especial já dizia dizia que a massa e a energia eram intercambiáveis ( afamosa equação E=m2), a Relatividade Geral explicava como o espaço-tempo respondia à matéria (e, claro, à energia). Graças ao gênio de Enstein, a ciência pôde se aprofundar nos mistérios do Universo.
Mas Einstein trabalhava em muitas frentes. Famoso pela Relatividade, ele trouxe contribuições vitais para vários ramos da Física. No entanto, sua contribuição mais vital para a sociedade como um todo talvez tenha sido a humanização da ciência. Einstein tornou-se um personagem, um ícone, a personificação da ciência moderna. Todos nós, cientistas, devemos algo a ele.