quinta-feira, março 10, 2005

E pra quê trocador?

Mais uma vez reclamando do trânsito carioca. Não, não vou falar das 5 horas que passo num ônibus POR DIA, nem de como isso me atravanca o dia e acaba com a produtividade do meu tempo. Sequer mencionarei o fato de que é triste perder compromissos, mais ou menos sérios, por causa da a imprevisibilidade da transitabilidade das vias asfaltadas nessa cidade, que simplesmente não suportam nenhum tráfego ou evento fora do comum sem entupir-se.

Hoje vou falar da nova mania das companhias de ônibus. Frescões ou micro-ônibus, agora a novidade é dispensar o trocador. Ei, vamos baratear nossos custos! Vamos demitir aqueles indivíduos inúteis que ficam recebendo dinheiro. Para quê eles existem, mesmo?

E o motorista acumula as funções. Sim, o MOTORISTA. Aquele ser que deveria manter seus olhos na estrada agora deve também receber o dinheiro e contar o troco, entre uma marcha e outra, por quê não? Afinal, essa é a conduta mais adequada a alguém que está conduzindo dezenas de pessoas por entre veículos ensandecidos.

Pronto. Você já entendeu o que eu quero dizer. Fim do desabafo.